Doação de Sangue Urgente!

Uma criança da ONG Apadrinhe um Sorriso está internada após ser atingida por tiros em mais uma ação policial no Parque das Missões. Doe sangue e colabore.

Hemorio - Rua Frei Caneca - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

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Sobre a vaga

Letícia Tamires Gazolla Ferreira, de 9 anos, aluna da Apadrinhe um sorriso, foi vítima de uma troca de tiros em mais uma incursão policial no Parque das Missões - Duque de Caxias, onde fica a sede do projeto.

Leticia está internada no Hospital Adão Pereira Nunes (Hospital de Saracuruna) e precisa de doação de sangue. As doações podem ser realizadas no Hemorio, em nome da mesma, e pedimos que enviem o comprovante para que a família apresente no hospital, em caso de necessidade. Contato: Fabbi - 99685-7740

Carta Aberta contra a violência que sofrem os moradores das favelas Parque das Missões e Vila Beira Mar.

Duque de Caxias, 20/06/2019

A diretoria da Associação Apadrinhe um Sorriso, situada na Favela do Parque das Missões, reunida em 18/06/2019, manifesta indignação frente às práticas de violência contra moradores da favela do Parque das Missões e Vila Beira Mar.

O trágico episódio da operação policial ocorrido na data de 18 de Junho na Favela Vila Beira Mar, Município de Duque de Caxias, que vitimou seis pessoas (três mortas e três feridos graves) é um exemplo de mais uma situação na qual a política de segurança pública do Estado míngua nossos direitos básicos.

–As crianças atingidas são moradoras da Favela ‘Parque das Missões’ e estudam na outra comunidade pois falta na nossa favela uma unidade escolar que dê conta da demanda desses alunos. Os alunos precisam ir andando a pé de um ponto ao outro ou aguardam pelo transporte público que faz parte do trajeto até a escola. - Uma das crianças atingidas é nossa aluna e tem nove anos. Letícia é uma menina cheia de sonhos e carinhosa. Ama ler poesias e gibis. Letícia não merecia receber dois tiros e ter seu socorro omitido. Leticia merece continuar sonhando.

Até quando, nós, moradores e moradoras, seremos prisioneiros do medo da violência oriunda da atuação de agentes de segurança do Estado?

Como ficam emocionalmente as pessoas que sobrevivem aos atos de VIOLÊNCIA URBANA? Como ficam os familiares daqueles que não têm a mesma sorte de sobreviver?

Desejamos que nosso direito de existir não seja atropelado pela política de extermínio do Estado

Prestamos nossa solidariedade aos familiares das duas crianças atingidas e do jovem Maurício de Oliveira Silva vendedor de café .

Não aceitamos que o caso da Letícia se reduza a apenas mais um número dentro da estatística das crianças atingidas por conta da falta de preparo do Estado. Que Letícia não seja mais um Benjamim, morto no complexo do Alemão em 2018, sem que nenhuma medida de justiça ou reparação tenha sido tomada por parte do Estado.

Não podemos compactuar com esse tipo de prática, razão pela qual exigimos procedimentos de investigação adequados e punição aos agressores.


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